Aonde quer chegar o teatro de horror cartesiano de Black Mirror?

Apostando ainda mais no estímulo ao medo instintivo, nova temporada da série traz uma visão antiquada de consciência já explorada pela ficção científica, porém com um twist apocalíptico.

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AVISO: O texto contém spoilers.

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Em Black Museum, a personagem Carrie (Alexandra Roach) é transferida para a mente do marido após morrer e se transforma na personificação do argumento do homúnculo.
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Seguindo a lógica de Metzinger, o self não existe e, portanto, sequer poderia ser transferido para outro substrato, como a pelúcia apresentada em Black Museum.
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Ainda que Be Right Back siga a lógica formulaica do pessimismo apocalíptico de Black Mirror, o episódio traz questionamentos e visualizações de cenários diante de questões relacionadas à consciência e ao self. Ao perder seu marido, a protagonista compra um androide com a personalidade emulada das redes sociais do marido. Com o tempo, o questionamento passa a ser: será que somente isso seria capaz de definir uma consciência ou que é o self a ponto de ele existir em outro substrato, no caso, um androide?

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Brazilian journalist, MA in Semiotics and PhD candidate in Visual Arts. Head of innovation and futurism at UP Lab. Cyberpunk enthusiast and researcher.

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