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Illustration by Estevan Silveira

Urban Development and Datafication

Now that the source code of reality has been hacked by digitization, humans are erecting megacities where concrete merges with green space, and 3D printers build houses in a blink of the eye. Such unprecedented achievements in technological innovations are not solely capable of tackling issues in social, political, and economical spheres but may change the dynamics of the use and exploitation of natural resources. Anthropo-scapes, in this sense, are where operating systems of the world are learning how to rewrite manifold codes to build cities not solely based on profit.

“The city was divided into two sections, a section of many strata where machines functioned smoothly, save for a deep humming beat that echoed through the whole city like a vast unending song of power. …


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Texto complementar ao artigo publicado originalmente no TAB UOL.

* Aqui incluo algumas passagens que foram ocultadas do texto publicado no UOL por fins didáticos, mas que acho importante de serem compartilhados uma vez que podem interessar a quem estuda feminismo, decolonialidade e já está iniciada no tema.

Lançado em 2010, o livro “Capitalismo Gore” foi escrito pela filósofa transfeminista mexicana Sayak Valencia. Transfeminismo, no sentido adotado por Valencia, é um feminismo transversal, interseccional, que inclui todos os outros feminismos e não apenas o feminismo que se dedica à questão da transsexualidade, mas também.

Doutorada pela Universidade de Madri, Valencia ficou conhecida por fazer uma leitura crítica do capitalismo aliando feminismo e referências da cultura pop ao, por exemplo, emprestar o termo “gore” de um subgênero de filme de terror no qual entranhas e corpos se tornam pedaços que explodem pela tela. O ponto que Valencia quer trazer, nesse sentido, é como o nosso sistema político e econômico não difere desse imaginário do terror gore ao também tratar corpos (e, portanto, indivíduos) como pedaços de carne, em mercadoria passível de ser destruída e contabilizada a partir da lógica do que Achille Mbembe chama de necropolítica. …


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(Photo: Alexander Andrews/Unsplash)

Article originally published at TAB UOL, in Portuguese.

Disclaimer: This text has spoilers of Ted Chiang’s short story “Omphalos”.

One of the best advises I ever received was this: when we are studying something, it feels like the subject is always following us. We can see our research theme everywhere, even when there is no connection. Who gave me this advice was a mentor I had as an undergraduate researcher, but it remains valid even today while I’m finishing my thesis about the human attempt to survive death through imagery and memory. So I have been reading a lot of stuff about the consciousness of death, how men deal with this from philosophical, artistic, and psychoanalytical perspectives. …


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Article originally published at TAB UOL, in Portuguese.

It’s been a while since I first started following the Finnish label Blood Music. In spite of being small, the label has reached a broad international audience with the release of iconic albums and completist box sets of metal bands such as Emperor and Moonsorrow. Now they are focusing on releasing retrowave musicians including Perturbator and GosT.

So after publishing an interview with Perturbator, I had the opportunity to learn about a new endeavor headed by Blood Music: becoming a videogame publisher. Although this might sound a bit disconnected at first, the truth is that the label already worked a couple of times with the pixel artist Valenberg, such as it was the case for the amazing music video for Perturbator’s Sentient. In other words, the videogame aesthetics could always be found in Blood Music’s identity, and now alongside the developer Theta Division Games, they had the opportunity to release a point-and-click cyberpunk adventure game named “VirtuaVerse.” …


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GIF by Alexia F. Cadou.

How terraforming the desert and re-evaluating the efficiency of urban farming could change our perspective on how to approach a Solarpunk-inspired future for our cities

Never mind the negationists. The climate crisis is real and an urgent matter to be addressed by governments and private firms. As most of us are concentrated in cities, urban settings become the main stage for new strategies in planning, transportation, and sustainability.

“The totalitarian greens, sometimes called ecofascists, would like to see most other humans eliminated in genocide and so leave a perfect Earth for them alone. At the other end of the spectrum are those who would like to see universal human welfare and rights, and somehow hope that luck, Gaia or sustainable development will allow this dream to come true. Greens could be defined as those who have sensed the deterioration of the natural world and would like to do something about it. They share common environmentalism but differ greatly in the means for its achievement.” …


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Anteriormente um experimento quase de biohacking nos anos 60, as cuddle parties ou festas para troca de carinhos se tornaram um produto comercializado em grandes centros metropolitanos caracterizados pela solidão de seus moradores e trabalhadores.

Em São Francisco, há uma prática não tão nova assim, mas que chamou a atenção depois de um artigo publicado por Katie Canales para o Business Insider, na semana passada. Em português, “cuddle party” poderia ser traduzida como “festa do abraço”, mas tem muito mais a ver com carinho e contato físico seguido de consentimento do que necessariamente o ato de abraçar. O curioso é que esse tipo de prática tenha se consolidado em uma cidade com uma longa trajetória de rompimento de normas sociais e de práticas inovativas, sejam elas no aspecto tecnológico ou sexual, por exemplo.

Mas no caso das cuddle parties, não se trata de um evento de finalidade sexual. Canales inicia seu relato descrevendo uma cena em que diferentes pessoas deitam juntas, corpos sobrepostos, abraçando-se apesar de serem desconhecidos. Contudo, nenhum contato físico é feito sem antes pedir ao próximo. É preciso pedir autorização para, por exemplo, mexer nos cabelos, coçar as costas ou tocar o rosto do outro. Agora, por que essas pessoas estão indo a cuddle parties? Bem, o motivo é uma busca por maior contato físico e humano, em outras palavras, uma terapia para a solidão. …


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Professora de história de ciência na Harvard, Naomi Oreskes faz recomendações sobre como reforçar a confiança no método científico e a importância de enxergar os vieses na pesquisa.

Em uma entrevista publicada pelo site do The Guardian, a professora da Harvard Naomi Oreskes traz em pauta o tema do seu mais recentemente publicado livro “Why Trust Science?” ou “Por que confiar na ciência?”, no qual a pesquisadora defende que, se mais pessoas escutassem sobre os valores pessoais dos cientistas, mais conseguiríamos rebater o sentimento anticientífico que cresce nos últimos anos. Responsável pela disciplina de história da ciência, Oreskes levou a pauta mesmo ao governo americano ao apresentar uma análise da indústria petrolífera e sua tentativa de reprimir a verdade sobre as mudanças climáticas.

Em seu livro anterior, “Merchants of Doubt” ou “Vendedores de dúvida”, Oreskes apresenta as táticas usadas pelos profissionais que negam as mudanças climáticas, as quais ela também apresentava em suas aulas públicas. Só que, nessas ocasiões, a professora confessa que, depois de revelar essas informações, ela acabava sendo questionada sobre o motivo pelo qual as pessoas deveriam confiar na ciência. “Achei que essa era uma pergunta legítima”, defendeu a pesquisadora que, no entanto, acredita que o alarde sobre o descrédito da ciência seja maior do que realmente está acontecendo. “Pesquisas públicas nos Estados Unidos mostraram consistentemente que as pessoas ainda confiam na ciência, muito mais do que confiam no governo ou na indústria. No entanto, há certasa áreas, por exemplo no que diz respeito às mudanças climáticas, vacinação e evolução, que há um alto nível de suspeita pública. Nessas áreas, as pessoas resistem em aceitar o que a evidência mostra por conta de seus valores. A ciência pode ser vista em conflito com seus pareceres políticos, morais ou religiosos, ou ainda seus interesses econômicos”, explica Oreskes. …


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Post do MIT Technology Review elenca dez grandes questões ecológicas e de saúde para se pensar a partir de um ponto de vista tecnológico. O que podemos ver de inovação para 2020?

No começo desse ano, o site do MIT Technology Review publicou uma interessante lista que pode ter passado despercebida pelo seu feed. “Ten big global challenges technology could solve” reúne dez possíveis soluções tecnológicas para os principais problemas que enfrentamos no mundo hoje, incluindo questões ecológicas (e principalmente elas, na realidade). Estas são:

1. Sequestramento de carbono
Diminuir a emissão de gases não é realmente uma solução suficiente para o problema da poluição e do aquecimento global. Na realidade, é necessário remover a grande quantidade de dióxido de carbono já presente na atmosfera, o que é um processo não só caro como também complicado no sentido do que fazer com esse dióxido de carbono depois? No entanto, várias startups estão trabalhando na conversão ou reciclagem do gás em produtos como combustíveis sintéticos, polímeros, fibra de carbono e concreto. …


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Pesquisador reflete sobre o resultado de duas pesquisas que diagnosticam o racismo na sociedade em dois âmbitos: o social e o tecnológico.

Em artigo para o New York Times, Sendhil Mullainathan faz a provocação: é mais fácil reconhecer vieses nos algoritmos do que “consertar” pessoas enviesadas. Já falamos por aqui sobre esse tipo de problema na tecnologia que, em última instância, dizem mais respeito à espécie humana do que a uma inteligência artificial em si — o que, no entanto, não significa que o problema é menor. Na realidade, para Mullainathan, ele é maior.

O jornalista traz como referência um estudo publicado 15 anos atrás, quando duas pessoas aplicaram para um trabalho. Seus currículos eram similares, um se chamava Jamal e outro Brendan. Neste ano, dois pacientes buscaram atendimento médico, ambos sofrendo de diabetes e pressão alta, mas um paciente era branco e outro era negro. Nos dois estudos, vemos a questão da injustiça racial: enquanto, no primeiro, o candidato com um nome que faz associar a um indivíduo negro recebeu menos convites para entrevistas, no segundo, o paciente negro teve um pior atendimento. …


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Em entrevista durante o evento IDFA, Snowden comentou o documentário iHuman e argumentou sobre os perigos dos algoritmos e da vigilância das grandes empresas de tecnologia.

Na última semana, o cineasta Tonje Hessen lançou seu documentário sobre inteligência artificial “iHuman” no festival IDFA em Amsterdã. Conforme descreve artigo publicado na Variety, a exibição às 10 da manhã de um domingo reuniu mais de 700 pessoas interessadas em saber mais sobre o assunto que inspirou o tema do artigo: a erosão da privacidade na era das novas mídias e os assustadores saltos sendo feitos na área de inteligência de máquina. Mas, mais do que isso, havia também um detalhe especial ao fim da exibição: uma rodada de perguntas e respostas com Edward Snowden.

Apesar de Snowden não fazer parte do documentário, seus feitos mudaram muito o rumo das coisas que estão no roteiro da obra. Como descreve a reportagem no site Variety, o iHuman “é uma jornada quase exaustiva pelos problemas que Snowden estava tentando nos alertar, começando pelas nossas liberdades civis”. Durante o debate, Snowden revelou ter gostado bastante do filme e que o assunto ainda era bastante novo pra ele. …

About

Lidia Zuin

Brazilian journalist, MA in Semiotics and PhD candidate in Visual Arts. Head of innovation and futurism at UP Lab. Cyberpunk enthusiast and researcher.

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